Para que serve o Google Analytics e como usar a ferramenta da melhor forma?

Já pensou em usar o Google Analytics, mas tem dúvidas sobre o funcionamento da ferramenta e como ela vai ajudar seu negócio? Explicamos tudo neste artigo. Confira!

Também conhecido como GA pelos profissionais de marketing, o Google Analytics se tornou a bússola de qualquer site que deseja ter boas estratégias e melhores resultados. Mas, afinal, você sabe para que serve essa ferramenta?

Muito mais do que a mensuração de visitas em seu site, ela é cada vez mais capaz de apresentar métricas de acesso relevantes para o seu negócio. Aqui, estão abrangidos desde a quantidade de pessoas que visitaram sua página e o tempo que permaneceram em cada sessão até a avaliação do desempenho de determinada campanha de marketing criada por sua empresa no meio online.

As possibilidades são várias e o Google só tem aprimorado essas funções com o passar do tempo. Por isso, entusiastas e propagadores da ferramenta, como Avinash Kaushik, um dos grandes nomes do marketing digital, consideram um “crime” não fazer uso do Google Analytics.

Se você tem um site ou está pensando em construir um para o seu negócio, continue lendo este artigo para saber mais sobre suas funcionalidades!

Não pode ler agora? Ouça o conteúdo na íntegra!

Entenda o que é o Google Analytics

Se você nunca ouviu falar no GA, talvez sua maior dúvida seja: afinal, para que serve o Google Analytics? Em resumo, ele serve para avaliar o desempenho do seu site e ajudar você e sua equipe a tomarem decisões inteligentes. Assim, os resultados se tornam cada vez melhores com o passar do tempo.

Na prática, o Google Analytics é uma plataforma gratuita que coleta e compila todo tipo de dados relacionados aos visitantes do site e transforma esse compilado em relatórios completos e fáceis de entender.

A maior vantagem é a possibilidade de personalizá-los a partir da seleção de uma dimensão, uma métrica, um tipo de gráfico e um segmento. Dessa forma, você verifica os fatores importantes para sua empresa e sabe se o site alcançou os resultados esperados.

Além disso, existem 6 principais tipos de relatórios gerados pelo GA. Veja, a seguir, quais são eles e suas características.

Tempo real

Consiste no monitoramento das atividades dos usuários enquanto acontecem. Para isso, os dados são atualizados em poucos segundos e de forma contínua. Isso significa que você pode entrar no seu site e ver quem está online, colocando algo no carrinho ou fazendo uma compra.

Público-alvo

Indica onde os usuários estão, qual é seu comportamento, por quanto tempo interagem com um conteúdo, com que frequência acessam o site e qual dispositivo utilizam. É uma forma de saber quem busca seus produtos ou serviços e tem mais chance de fazer uma compra.

Aquisição

Mostra como os visitantes chegaram ao site, ou seja, se vieram das redes sociais, de uma busca no Google ou de qualquer outra origem. Por meio deste relatório, você sabe se as suas campanhas são eficientes. Por exemplo, se você fez um anúncio no Google, mas o tráfego vem de social media, é melhor repensar a estratégia.

Comportamento

Apresenta como os visitantes interagem com o seu site. Indica, por exemplo, quantas telas foram visualizadas em cada sessão, qual a duração típica de um acesso e mais informações. Apesar de ser útil para qualquer conteúdo, é mais recomendado para apresentações de slides e vídeos.

Metas

Sinaliza se as metas estabelecidas são cumpridas pelos usuários, ou seja, se eles estão agindo da forma como você quer. Assim, há a conversão. Mais que isso, analisa como diferentes origens, categorias de dispositivos, mídias e canais ajudam a alcançar as metas traçadas.

Comércio eletrônico

Apresenta se os objetivos definidos para acesso à conta e venda de produtos são alcançados. Inclusive, relaciona às suas metas de receita. 

Se você tem uma loja virtual, o uso do Google Analytics se torna ainda mais importante, pois ele conta com funções específicas. Elas podem ajudar a entender pontos-chave do negócio, como:

  • vendas realizadas;
  • taxa de produtos vendidos;
  • desempenho geral da loja, e muitos outros.

Aliás, de acordo com a E-commerce Trends 2018, 95,6% dos comércios eletrônicos utilizam o GA. Entre os profissionais do setor, 94,3% utilizam a ferramenta para monitorar a audiência. Além disso, 80,8% usam para avaliar os resultados das redes sociais.

Em outras palavras, usar o GA pode fazer sua loja ganhar muito mais dinheiro e se manter saudável. O contrário também é verdade: deixar de usar esses recursos pode custar caro.

Os relatórios gerados são baseados em dados agrupados. Eles focam, principalmente, aquisição, comportamento e conversão. Dessa forma, é possível saber:

  • como o site conquista usuários;
  • se engaja os visitantes e quais páginas são mais valorizadas;
  • como está a eficácia do site em levar os visitantes a realizarem determinada ação.

Para acompanhar um website, você precisa criar uma conta na página do Google Analytics e adicionar um pequeno trecho de código JavaScript às páginas do site. Conforme dissemos, as possibilidades são muitas.

Aqui, vamos listar as principais métricas utilizadas pela maioria das empresas, de acordo com as categorias de aquisição e comportamento. A conversão depende do que você define como sendo o esperado. Pode ser a finalização da compra ou o clique em determinado botão.

Confira, abaixo, as métricas a serem consideradas.

Métricas de aquisição

Mostram como está a atração de novos visitantes para o site. Se houver algum problema nesse item, é preciso rever toda a estratégia. As principais métricas são:

Visitas

Essa métrica se refere ao número de visitantes do seu site, contando todas as páginas dele. Também mostra o total de vezes que foi acessado e separa as pessoas que estiveram nele apenas uma vez daquelas que retornaram em outras oportunidades. Além disso, é possível ver quais páginas foram mais visitadas pelos usuários.

Aqui, é importante diferenciar visitantes, sessões e hits. O primeiro termo indica a pessoa que acessa seu site. Ela pode acessar uma vez só ou fazer isso diversas vezes por meio de diferentes dispositivos.

Os hits ocorrem toda vez que um visitante interage com o site, isto é, acessa uma página com o código de acompanhamento instalado. Ele traz algumas informações, entre elas:

  • IP;
  • data e hora de ocorrência;
  • versão do navegador;
  • URL e nome da página.

Sempre que uma página é acessada e até mesmo enquanto navega, o usuário pode gerar vários hits. Eles levam a um conjunto de dados, que é reunido nos servidores do Google e criam uma sessão.

Essa, por sua vez, consiste em um conjunto de hits. Assim que o primeiro surge, uma sessão inicia e só acaba quando uma das seguintes condições acontece:

  • o visitante fica 30 minutos sem fazer interações;
  • o horário ultrapassa a meia-noite;
  • o usuário clica em uma UTM, ou seja, uma URL parametrizada;
  • a pessoa navega entre vários subdomínios no mesmo site.

Vale a pena destacar que, se o visitante acessa uma página, mas não a atualiza nem ativa um evento, o hit deixa de ser gerado. Como não houve envio de informação, o tempo de permanência do usuário não é mensurado pelo GA e, após 30 minutos, a ferramenta entenderá que aconteceu uma rejeição.

Novas sessões

Mensura o percentual de visitas pela primeira vez. Vale a pena mensurar essa métrica quando algo está sendo realizado. Por exemplo, se você lançou uma campanha, é importante saber o resultado para ver se o anúncio surtiu efeito.

Por outro lado, quando o índice sempre é alto, é preocupante. Significa que você atrai muitos visitantes, não os retém. Em outras palavras, a fidelização está longe de existir.

Tráfego de origem

O tráfego de origem tem por objetivo descobrir de onde vieram seus visitantes. Isso permite a você saber quais são os canais mais vantajosos e que vale a pena explorar para aumentar o número de usuários. Por consequência, também a saber quais ações estão sendo realmente eficazes em direcionar pessoas para o site.

Por exemplo, se descobrir que a maioria dos visitantes chega até as suas páginas por meio de um site de busca, pode aprender duas lições importantes:

  1. é necessário investir pesado em SEO (receber links de outros sites, otimizar as próprias páginas etc.), para que ainda mais pessoas o encontrem da mesma forma;
  2. é preciso rever a sua estratégia de marketing nas redes sociais, a fim de saber como melhorar os resultados de tráfego a partir delas.

Com o Google Analytics, você identifica se o usuário chegou por pesquisa orgânica do Google, pela digitação da URL no navegador, por ter clicado em um anúncio etc. Os principais canais são os seguintes:

  • direct: a URL é acessada pelo navegador;
  • busca orgânica: o acesso é feito por um buscador, como o Google;
  • social: o usuário veio de alguma rede social;
  • e-mail: a origem são newsletter ou o feed RSS;
  • referral: os sites externos com links para o seu site são a origem;
  • paid search: o acesso vem dos links patrocinados do Google Ads;
  • display: a visita é gerada pela Rede de Display do Google Ads;
  • others: o usuário vem de outros canais, que não se encaixam nas categorias anteriores.

Para criar um agrupamento de canais personalizado, você deve fazer login no GA e clicar em “Administrador”. Vá até a vista em que deseja criar o agrupamento e selecione “Recursos e ferramentas pessoais”. Clique em “Novo agrupamento de canais”, coloque um nome e defina um novo canal e suas regras.

No primeiro menu suspenso, escolha uma dimensão. No segundo, um operador. No campo de texto, coloque o valor que deseja, ou seja, a origem. Em seguida, acrescente instruções com “e” e “ou”. Depois que terminar, clique no botão “Salvar”.

Redes sociais

Entre os canais de tráfego, as redes sociais merecem atenção especial, ainda mais se você usa várias delas. Por quê? Porque é possível descobrir quais têm gerado maior número de visitas para o seu site e quais direcionam os usuários para as páginas mais importantes dentro do seu processo comercial.

Isso dá noção do que deve ser feito na estratégia individual de cada rede social, para aproveitar o que elas têm a oferecer de melhor para o seu negócio. Por exemplo, se você perceber a maioria dos usuários do Instagram que chegam ao seu site acessam a página de contato, vale a pena continuar investindo nessa rede.

Por outro lado, se os usuários do Facebook acessam apenas o seu blog, você pode colocar chamadas à ação (CTAs) que direcionem um leitor para a página de contato. Aqui, é preciso lembrar de que os brasileiros passam muito tempo nas redes sociais.

Segundo o relatório Digital in 2019, da We Are Social, a média diária de permanência é de 3h34min — o segundo maior do mundo! Além disso, 10 milhões de pessoas foram acrescentadas em 2018. Segundo o levantamento, as redes sociais com mais usuários ativos no País são:

  • YouTube;
  • Facebook;
  •  WhatsApp;
  • Instagram;
  • Facebook Messenger;
  • Twitter;
  • LinkedIn;
  • Pinterest;
  • Skype;
  • Snapchat.

Perceba que muitas delas vão de encontro à sua estratégia. Não tem problema! O importante é participar daquelas em que seus potenciais compradores estão. Por isso, as métricas de redes sociais ajudam a definir quais são as mais relevantes para esse cenário.

Métricas de comportamento

Mensuram como está o comportamento dos usuários e se isso ajudará a alcançar os objetivos. Ao descobrir essas informações, você identifica como está a experiência do visitante e aperfeiçoa as ações para potencializar as conversões. Entre as principais estão:

Taxa de rejeição

A taxa de rejeição não é uma métrica agradável, mas precisa ser acompanhada bem de perto. Saber quantos visitantes abandonaram seu site rapidamente ou ficaram apenas em uma página específica, sem acessar outras, faz toda a diferença.

Isso pode indicar que o seu trabalho de conduzir os usuários para as áreas mais importantes do seu site não está sendo bem-feito e precisa de ajustes. Por outro lado, se as pessoas passam muito tempo nas páginas principais para o seu interesse, é um ótimo sinal.

Comparar a origem de tráfego com a taxa de rejeição também pode ajudar a esclarecer o porquê de alguns usuários saírem quase imediatamente de uma página: talvez eles não sejam o tipo de público que você busca. Nesse caso, o melhor é desistir das fontes erradas ou mudar a abordagem para atrair as pessoas certas.

Perceba que, para analisar a taxa de rejeição, é preciso comparar aos resultados de outras empresas do mesmo segmento. Não existe um número único, que seja chave para determinar se o resultado é bom ou ruim. De toda forma, quanto menor ele for, melhor.

Tempo de navegação

Quanto tempo os visitantes ficaram nas páginas de seu site? Essa pergunta vale muito para ver o quanto as pessoas se engajam com o conteúdo que você produz. No caso de um blog, quanto mais tempo, melhor.

Já no caso de uma página de formulário, perceber que os usuários passam muito tempo para preencher os dados pode ser mau sinal. Talvez eles estejam achando a tarefa difícil e cansativa, o que pode diminuir as conversões.

Existe também a possibilidade de ver quantos usuários estão online no momento em que você avalia os dados pelo relatório chamado de “Tempo Real”, já explicado.

Páginas por sessão

A métrica mostra o número médio de páginas visualizadas durante um acesso. O ideal é que o número seja o mais elevado possível, já que isso mostra a eficácia do site ao promover páginas adicionais.

Por fim, você ainda pode configurar o Google Analytics para gerar outros tipos de métricas no seu site. Tudo depende do seu conhecimento sobre a ferramenta e objetivo a ser alcançado. Continue lendo.

Compreenda a importância do Google Analytics

Antes da internet tomar conta da vida cotidiana e dos negócios, era muito mais caro e difícil mensurar o alcance de uma determinada marca ou campanha de marketing. Hoje, ao saber para que serve o Google Analytics e como utilizá-lo, você consegue facilmente analisar uma variedade de dados com uma precisão tão grande que seria impossível em qualquer outra época.

Todo esse contexto faz do GA uma ferramenta primordial na gestão dos negócios no meio virtual — lembra do guru do marketing digital dizendo que é um “crime” não fazer uso desse recurso? Pois então!

A partir dos dados coletados, você pode pensar melhor suas estratégias de marketing digital e criar campanhas mais eficazes e que trazem o crescimento financeiro que você tanto busca para sua empresa.

Saiba utilizar o Google Analytics corretamente

Existem algumas formas de configurar o GA que vão ajudar você demais a atingir os melhores resultados e ser ainda mais preciso na coleta de dados. Abaixo, listamos algumas delas. Veja quais são:

Conversão por navegador

Analisa quais são os navegadores usados por cada pessoa que é convertida no seu site. Por que isso é relevante? Caso um dos navegadores apresente uma taxa de conversão muito menor do que os demais, isso indica que o seu site pode estar com problemas de funcionalidade.

Uma boa forma de tirar a dúvida é comparar essa métrica com a divisão total de acessos em cada navegador. Vamos supor que o Microsoft Edge tenha bem menos conversões e também um número muito menor de acessos do que os demais. Aí tudo faz sentido.

Mas, se o número geral de acessos não é tão diferente e as conversões ficam muito abaixo dos demais, pode ser que você precise dedicar mais tempo à experiência dos usuários que usam esse navegador.

Análise de página

O GA é muito completo e detalhista no que diz respeito à avaliação do seu site. Ele consegue analisar até quais são as áreas da sua página que recebem mais cliques e visualizações por parte dos seus usuários. Como esse recurso pode ajudar?

Ao saber quais são as áreas mais “interessantes” para o público, fica mais fácil otimizar o layout e as funcionalidades de cada página para que elas conquistem os usuários de forma mais natural e aumentem as conversões.

Pode até ser que você decida fazer um redesign completo com base nas informações dessa análise, a fim de aumentar o alcance e o engajamento do público com a sua mensagem.

Funil de conversão

Como você já deve ter notado, falamos várias vezes neste artigo sobre aumento de conversões, e não foi sem motivo. Essa é a meta de todo site, e deve ser o seu foco para cada detalhe de cada página.

Com o funil de conversão, você pode estabelecer como meta para o GA averiguar a quantidade de conversões realizadas em sua página. Esse é um poderoso dado para planejar melhor seu negócio online, pois, com base nele, dá para estabelecer metas futuras e ver se uma página converte muito mais (ou menos) do que as outras.

Teste A/B

Os testes A/B funcionam de forma simples, mas poderosa, para definir quais elementos convertem melhor dentro de cada página. Eles nos dão também uma visão clara do quanto o layout faz diferença nos resultados do negócio.

Por exemplo, imagine que você tem um formulário importante de contato, que deve ser usado por pessoas que querem falar com um vendedor da sua empresa. Nesse formulário, você tem uma taxa de conversão de 20%.

Com um teste A/B, você pode descobrir se alguma mudança sutil — como diminuir o número de campos do formulário ou a cor do botão de envio — aumentaria essa taxa ou não. Por isso, é recomendável alterar apenas um elemento por vez, a fim de determinar com precisão se surtiu algum efeito.

Anotações

Com as anotações, outro recurso valioso do GA, é possível registrar eventos importantes, como campanhas de marketing sazonais ou mudanças no site, para não perder a trajetória dos registros do Analytics.

Por exemplo, se o site teve um pico de acesso e você sabe o motivo, pode anotar para se lembrar depois e evitar dúvidas sobre o que aconteceu. Essa falta de informação poderia levar a decisões erradas.

Existem ainda outras possibilidades de nível técnico avançado para a configuração dessa poderosa ferramenta, como a filtragem de IPs, o uso de UTMs e diversas outras com as quais o profissional de marketing encarregado por essas funções poderá ajudar.

Entenda por que usar filtros

Já que estamos falando sobre a configuração do GA e como isso é importante para o negócio, é necessário mencionar os filtros. Apesar do Analytics ser uma ferramenta relevante, muitas vezes, os dados são apresentados de modo mais genérico.

Aqui, o problema é cair nas chamadas métricas de vaidade, que são aquelas em que você perde um grande tempo olhando e analisando, mas dizem pouco sobre o negócio. Os filtros servem para evitar isso e segmentar os dados.

Para configurar o seu, é preciso criar um perfil no GA para evitar que os dados de outras seções interfiram nos resultados do filtro. Por isso, no painel, você deve clicar em “Add new profile” e depois em “Add profile for an existing domain”.

Escolha um nome e vá para a configuração dos filtros. Selecione “Edit” no perfil recém-criado e clique em “Add filter” para adicionar algum. Existem duas possibilidades no GA:

  • filtros predefinidos: são mais simples, mas oferecem menos recursos;
  • filtros customizáveis: requerem mais configurações e expressões regulares, mas ofertam mais potencialidades.

Alguns exemplos de filtros passíveis de serem aplicados são:

Image search

Permite que o Google Analytics categorize os dados das buscas por imagens e verifique as palavras-chave que atraem visitas para o site. 

Excluir tráfego de origem de determinados IPs

Retira os dados de navegação dos IPs relacionados. É útil para ter insights reais, já que as informações dos seus acessos ou da sua equipe são excluídos.

Campanhas de e-mail

Como essas campanhas geram diferentes referrals para o site, a análise do GA é dificultada. Com esse filtro, os dados das URLS são agrupados para trazer informações mais precisas.

Segmentação de dados de subdiretórios

Permite visualizar os dados de cada subdiretório do site. Para isso, você deve criar um filtro para cada um deles.

Com a aplicação desses e de outros filtros, você tem informações mais claras sobre o seu site e deixa as métricas de vaidade de lado. Por outro lado, é preciso ter alguns cuidados.

A filtragem dos hits recebidos faz com que você os altere de forma permanente. Portanto, é necessário manter sempre a vista não filtrada para ter acesso aos dados completos. Além disso, tenha em mente que a aplicação pode demorar até 24 horas e que ela ocorre depois do processamento dos dados. Ou seja, é impossível mudar o escopo das dimensões, ok?

Saiba criar metas e entenda como elas funcionam

A conversão representa o ato do usuário fazer aquilo que você deseja. Ok, você já sabe disso. A questão é: como o Google Analytics mensura esses resultados? A resposta são as metas configuradas no sistema.

Elas são importantes para determinar quais métricas deverão ser acompanhadas e também servem para fundamentar o relatório de conversões. Por isso, mais que olhar para os resultados do site, é preciso definir um objetivo básico a ser atingido.

Ele deve estar relacionado à estratégia de marketing e à jornada do cliente dentro do site. Por exemplo, se você tem um blog, mensurar quantos usuários assinaram a newsletter pode ser uma boa ideia.

As metas são configuradas no nível de Vista de Propriedade. Elas podem se relacionar a telas ou páginas específicas visitas, quantas foram visualizadas em uma sessão, qual foi o tempo de permanência e os eventos ativados enquanto estavam no site.

Uma possibilidade é definir um valor monetário para cada meta, a fim de mensurar quanto a conversão vale para o negócio. Assim, você pode saber, por exemplo, quantas transações atingir uma quantia mínima para compra.

A partir do momento que um visitante executa uma ação determinada como meta, ela é registrada como conversão. Os 5 tipos existentes são:

  • destino: ocorre quando uma página é aberta;
  • duração: acontece quando a permanência levou aquele tempo predefinido;
  • páginas por sessão: surge quando determinado número de páginas é acessado pelo usuário;
  • eventos: é registrado quando um evento é disparado;
  • lojas virtuais: é específico para acompanhar os resultados do e-commerce.

Você pode cadastrar até 20 metas na sua conta do Analytics. Basta acessar a opção “Administrador” e clicar em “Metas – + nova meta”. Crie a sua. Em seguida, o GA mostrará os modelos prontos de classificação, de acordo com o apresentado acima.

Aprenda a vincular seu site ao Google Analytics

Vincular seu site ou mesmo páginas específicas separadamente no GA é algo bastante fácil e, o melhor de tudo, gratuito. Para isso, primeiramente, é necessário ter uma conta no Google e, a partir daí, você pode executar os seguintes passos:

  1. cadastre-se no Google Analytics e faça login;
  2. vá até a guia “Administrador”;
  3. selecione sua conta no menu “Conta”;
  4. escolha o seu site ou cada página a ser acompanhada no menu “Propriedade”;
  5. ainda nessa aba, clique em “Informações de acompanhamento” e vá até “Código de acompanhamento”.

Esse código gerado deve ser inserido no seu site para que o Google Analytics comece a gerar os dados referentes a ele. Apesar de ser uma tarefa simples, é preciso um mínimo de conhecimento em programação para isso.

Se você não tem familiaridade com a ferramenta e não sabe como aproveitá-la ao máximo, é aconselhável terceirizar o uso do GA para empresas de marketing digital, que saberão como otimizar sua utilização. Muitas delas oferecem planos com um bom custo-benefício e que podem ser uma opção vantajosa para quem ainda está começando no uso dessa ferramenta.

Integração com o Google Ads

Vincular o Google Analytics com o Ads é recomendado. Basta selecionar “Vinculação do Google Ads” no nível de propriedade do GA. Em seguida, ative o remarketing e crie o público-alvo, que consiste em códigos de publicidade ou lista de cookies para dispositivos móveis. Essas pessoas representam um grupo com o qual, provavelmente, você vai interagir de novo.

O público-alvo é composto por pessoas com maior chance de conversão. Ele é disponibilizado na conta do Google Ads de forma automática, mas é necessário adicionar o público a um ou mais dos grupos de anúncios. O processo deve ser feito antes dos usuários se qualificarem para ver os anúncios.

Desse modo, assim que o seu anúncio vencer o leilão, ele será exibido para o público-alvo certo e oferece uma chance maior de alcançar as metas estabelecidas. Lembre-se de que a segmentação é essencial para o sucesso do seu site e isso passa por definir o público-alvo correto.

Por isso, use critérios de público a partir do comportamento verificado. Por exemplo, se os usuários visualizaram páginas de produtos, mas não adicionaram aos carrinhos, crie um anúncio específico para esses itens.

O público de remarketing deve ter, pelo menos, 100 cookies únicos, se for para a Rede de Display. Caso seja para a Rede de Pesquisa, são necessários 1.000 cookies únicos

Veja o passo a passo para instalar o Google Analytics

O principal motivo para instalar o GA é a geração das informações valiosas e a capacidade de identificar a saúde do seu negócio — pelo menos, no que se refere ao seu site. Com a mensuração constante, você descobre o que dá certo e errado, e o que precisa ser ajustado.

Outra facilidade é a criação de um dashboard dentro da ferramenta para visualizar as informações. Para isso, é necessário fazer a instalação de um código de acompanhamento em todas as páginas do domínio. O processo tem várias etapas, mas vamos mostrar todas elas abaixo.

Gere o código de acompanhamento

O número é exclusivo e precisa ser gerado pela página do Google Analytics. Clique em “Criar uma conta” ou “Fazer login”. Em seguida, clique no botão “Inscreva-se”. Você será redirecionado e deverá inserir as informações de domínio, conforme as indicações a seguir:

  • o que deseja acompanhar: selecione website ou aplicativo para celular. A primeira opção já está selecionada;
  • nome da conta: é como ela será identificada, por exemplo, “site da empresa X”;
  • nome do website: difere os diferentes sites da conta. Por isso, é preciso ter uma denominação para cada um;
  • URL do website: é o endereço do domínio;
  • categoria do setor: é indicado para empresas que atuam em setores com interações diferentes. Dessa maneira, os insights são aperfeiçoados. No entanto, não é obrigatório inserir;
  • fuso horário: contribui para uma configuração correta, que fornece dados mais precisos sobre os hábitos de navegação. Porém, pode ser ignorado;
  • configuração do compartilhamento de dados: indica como os itens serão analisados pelos analistas do Google.

Depois de preencher todos os dados, clique em “Obter ID de acompanhamento”. Aceite os termos e você receberá os códigos para instalação.

Instale o código do GA no site

As etapas, aqui, também são simples, mas é preciso atenção. Garanta que tem permissão para editar o site. Caso não tenha, será preciso adquiri-la ou ter um profissional com acesso ao back end do site.

Passada essa etapa, copie o código de acompanhamento que está dentro da caixa de texto e faça login no WordPress ou abra o HTML do site. Se for no primeiro caso, o acesso é por “Aparências – Editar”. Se for outra plataforma, é preciso abrir o arquivo “index.html”.

Insira o código copiado na parte superior antes de </head> no HTML. Observe que ele esteja inserido antes do fechamento da tag em todas as páginas que pretende acompanhar.

Muito complicado fazer esse processo para você? Existe mais uma alternativa: a instalação de um plugin no WordPress. Google Analyticator é um dos mais usados, porque facilita a implementação e a visualização de dados pelo dashboard do WordPress.

Nesse caso, você deve instalar o plugin e ativá-lo. Depois conectar ao GA e fazer o login. Insira o código de acompanhamento, clique em “Salvar e continuar”. Permita ao Google acessar e selecione “Salvar” ao final.

Depois disso, você pode ir na aba “Relatórios” e acompanhar os dados no menu superior direito. O prazo para repassar as informações é de 12 a 24 horas.

Considere as principais métricas a serem analisadas

Ao longo do texto, apresentamos diversas métricas e configurações importantes que você pode utilizar no Google Analytics. Dentre todas elas, talvez uma das mais primordiais seja a taxa de rejeição do seu site.

Essa métrica é importante para entender se os visitantes do seu site estão de fato consumindo o seu conteúdo e se interessam por ele, ou seja, oferece um panorama do que está indo bem e do que precisa ser melhorado. Para conseguir enxergar isso, você precisa saber analisar os dados ou essa será apenas mais uma informação entre outras tantas.

É possível ainda adotar outras métricas como referência na análise do seu site, desde que elas estejam em consonância com seu objetivo. O importante é utilizar a ferramenta para ir mais longe nos seus negócios.

Conheça os erros mais comuns com o Google Analytics

O conteúdo já ficou bastante completo, com várias dicas para você colocar em prática. Mas acredite: ainda há mais a saber. Para finalizar, vamos citar os erros mais comuns a evitar no Google Analytics. Então, que tal conferir?

Atentar às métricas de vaidade

Os indicadores são importantes, mas analisar números em desacordo com as suas metas e seus objetivos é ruim para o negócio. Por isso, evite se enganar e foque o que é realmente relevante. Para definir isso, não existe uma fórmula única. É necessário pensar no contexto da sua empresa.

Tomar decisões de maneira precipitada

O Google Analytics ajudará a tomar decisões por gerar dados úteis. No entanto, isso não acontece do dia para a noite. É preciso dar um tempo e analisar as métricas com cuidado. Além disso, faça uma avaliação delas separadamente, a fim de evitar interpretações erradas.

É o caso de agrupar em uma métrica  todas as fontes de tráfego. Como a geração vêm de vários canais, é preciso fazer uma avaliação isolada para entender o resultado.

Otimizar antes da hora

As otimizações não devem ser feitas de forma precipitada. É preciso ter dados significativos para receber um bom retorno. Por isso, evite fazer muitas otimizações quando o site ainda tem poucos acessos. Nesse caso, é melhor trabalhar o volume de tráfego de diferentes canais para depois pensar em melhorias.

Ignorar as métricas

As ações realizadas precisam ser mensuradas. Caso contrário, não faz nenhum sentido trabalhar com o Analytics. Portanto, lembre-se sempre de acompanhar os resultados para tomar decisões precisas somente depois disso. Desse modo, é possível achar soluções para resolver os problemas encontrados. 

Com todo este conteúdo, ficou mais fácil perceber que o Analytics gera informações relevantes para o seu negócio e que vale a pena apostar nele. No entanto, saber para que serve o Google Analytics e aprender a usar as ferramentas de análise de métricas é importante, mas ainda não é tudo que você precisa para transformar seu site em seu maior vendedor.

Fonte: Hubify

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